Ação regressiva acidentária: os limites constitucionais da competência jurisdicional
- Ana Paula De Raeffray

- há 5 horas
- 1 min de leitura
A definição do juízo competente para processar e julgar as ações regressivas acidentárias, movidas pelo INSS contra empregadores em casos de negligência com normas de saúde e segurança do trabalho, permanece no centro de intensos debates jurídicos no Brasil.
O que parece ser uma questão meramente processual revela, na verdade, um dilema estrutural sobre o desenho constitucional do nosso Poder Judiciário. Embora o objetivo do INSS — a recomposição dos cofres previdenciários e a promoção de uma cultura de prevenção — seja inegavelmente legítimo e relevante, o fato de uma demanda derivar da relação de trabalho não é, por si só, critério suficiente para atrair a competência da Justiça do Trabalho.
Em artigo publicado no portal Migalhas, analiso por que a interpretação sobre essa competência não pode sobrepor-se às regras constitucionais rígidas. A reflexão proposta é fundamental para todos os operadores do Direito que buscam compreender como a delimitação precisa entre as competências das Justiças Federal e Trabalhista é um pilar essencial para a segurança jurídica e a harmonia das instituições.
A importância da análise técnica
O debate sobre a competência jurisdicional nessas ações exige uma visão que ultrapasse o caso concreto. A confusão entre o "fato gerador" (acidente de trabalho) e a "natureza da relação" (relação de direito previdenciário) pode levar a interpretações que desvirtuam a organização judiciária desenhada pelo constituinte de 1988.
Para profissionais que atuam no contencioso previdenciário, empresarial ou na gestão de compliance, a compreensão dos argumentos expostos é indispensável para antecipar cenários e alinhar estratégias de defesa.
Leia a análise na íntegra: clique aqui para ler o artigo completo no Migalhas

Comentários